Diversidade de Roraima é discutida por estudantes do CBVZO

por Sheneville Cunha de Araújo publicado 21/09/2018 18h20, última modificação 02/10/2018 08h27
O Campus Boa Vista Zona Oeste promoveu, durante toda esta sexta-feira, ciclo de palestras para a compreensão do estado
Diversidade de Roraima é discutida por estudantes do CBVZO

Estudantes do último ano do ensino médio integrado do CBVZO tiveram acesso a dados e pesquisas de especialistas sobre a formação do estado e o contexto atual

Entender Roraima, como o estado se formou, a diversidade de paisagens e as pessoas. Com essa intenção foi realizado, durante toda esta sexta-feira, dia 21, no auditório Alexandre Borges, na UFRR (Universidade Federal de Roraima), o ciclo de palestras do projeto “Roraima – Estudos para compreensão de sua diversidade”, promovido pelo CBVZO.

Diversos especialistas participaram do evento apresentando estudos e expondo dados a respeito do contexto da formação histórica local, informações geográficas, científicas e ambientais. A literatura roraimense complementa a base de estudos disponibilizada aos estudantes do último ano do ensino médio integrado ao técnico da unidade de ensino do IFRR na zona oeste, além de estudantes do CAM, que também fizeram questão de assistir às palestras organizadas pelo CBVZO.

Professores da UFRR e da Uerr (Universidade Estadual de Roraima), pesquisadores e técnicos do Inpa (Instituto de Pesquisas da Amazônia), do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) foram responsáveis pela condução das palestras.

A professora Mariana Lima, uma das organizadoras do evento, destacou que a iniciativa de promover essa ação mais concentrada para as turmas finalistas do ensino médio integrado do Campus Boa Vista Zona Oeste surgiu visando proporcionar aos alunos outro ponto de vista da sociedade, do crescimento urbano, da formação do estado, do surgimento dos municípios, de maneira mais aprofundada, com base nos trabalhos de especialistas, e não apenas no material didático da escola.

“Com acesso a diferentes materiais, como mapas, fotografias e outros dados, a que muitas vezes não temos acesso na escola, e contato com pesquisadores, especialistas, com informações apresentadas de outra maneira, que não apenas nos textos, com toda a riqueza de dados fundamentados, buscamos fazer com que eles conheçam melhor o contexto do lugar em que vivem e se sintam mais pertencentes a ele”, explicou Mariana.

O professor de História da Uerr Francisco Marques Nogueira, um dos expositores do ciclo, avaliou a iniciativa do CBVZO como importante e apontou a necessidade de que outras ações que estreitem o acesso às pesquisas produzidas dentro das unidades para o público das escolas sejam realizadas de maneira mais frequente.

“De um modo geral, especialistas produzem a partir da academia, com um rigor teórico-metodológico, que faz com que esse conhecimento não consiga chegar até o público que deveria, que são os alunos dos ensinos fundamental e médio. É necessária a realização de mais debates como esse, que aproxima a escola da universidade, pois, daqui a pouco, eles serão acadêmicos”, observou o docente.

É o que confirma a estudante do curso Técnico em Comércio Kézia Keulen, que destacou o fato de os alunos participantes do evento estarem prestes a fazer vestibular e de que esse esforço concentrado de conhecimentos deverá ajudá-los no desempenho das provas e na redação. “Espero absorver o máximo de informações que estão sendo apresentadas sobre nosso estado e usá-las de forma positiva”, comentou.

O estudante Luyndson Pessoa, do curso Técnico em Serviços Públicos, considerou interessante a forma como tudo foi apresentado, pois, mesmo sendo roraimense, não conhecia tantos fatos sobre o estado. “Ficou mais interessante para nós, estudantes, termos todas essas informações de forma mais aprofundada. Vamos usar, como alunos, mas espero levar também para a vida e passar para outras pessoas o que aprendi”, declarou.

Mas o evento não deverá parar por aí. Essa foi apenas a primeira parte da ação. Ainda na primeira semana de outubro, os estudantes deverão sair em visitas guiadas pela Capital. “Além de reuni-los agora em espaço fora da escola, na universidade, onde eles deverão estar depois, queremos que eles vejam, na prática, a diversidade de paisagens que existem na cidade, a diversidade da população, conheçam onde tudo começou e o que sobrou dos prédios históricos, para que entendam a história do estado, a história deles. Quem não conhece onde nasceu, como se formou, onde vive, de onde as pessoas vieram é uma pessoa incompleta”, observou.


Sheneville Araújo
CCS/Campus Boa Vista Zona Oeste
Fotos: Gildo Jr
21/9/2018

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