Estrutura do CBVZO começa a funcionar na zona oeste da Capital

por Sheneville Cunha de Araújo publicado 19/02/2018 13h15, última modificação 19/02/2018 16h07
Mais de 300 estudantes voltam às aulas nesta segunda-feira, dia 19, agora na sede do campus, no Bairro Laura Moreira
Estrutura do CBVZO começa a funcionar na zona oeste da Capital

O ano letivo 2018 do CBVZO foi iniciado, na manhã desta segunda-feira, dia 19, para as turmas dos cursos técnicos integrados ao ensino médio e, à noite, será a vez das turmas da modalidade subsequente

 

Depois de mais de quatro anos de criação e três anos de início dos cursos, o Campus Boa Vista Zona Oeste do Instituto Federal de Roraima (CBVZO-IFRR) começa a funcionar em prédio próprio, na Rua Professor Nonato Chacon (antiga CC-1), n.º 1.976, no Bairro Laura Moreira, zona oeste da Capital.

O ano letivo 2018 foi iniciado com essa novidade para 360 estudantes dos cursos técnicos integrados e subsequentes ao ensino médio em Serviços Públicos e Comércio. Antes, graças à parceria com o governo do estado, eles estudaram na Escola Estadual Elza Breves e, posteriormente, dividiram espaço com os alunos do Campus Boa Vista (CBV), maior e mais antigo campus do IFRR, que deu apoio para a unidade de ensino mais nova poder dar continuação aos trabalhos até que a nova estrutura pudesse receber toda a equipe técnica e a comunidade escolar.

 

Novato na instituição, o aluno do curso técnico integrado ao ensino médio em Serviços Públicos Ícaro Felipe disse que se sentiu muito bem acolhido por toda a equipe do CBVZO neste primeiro dia de aula, já no prédio novo, e que, com isso, as expectativas são as melhores possíveis, já que escolheu o IFRR pela qualidade de ensino que oferece. “Sempre quis muito estudar em uma instituição federal e espero que esse curso contribua muito para o meu futuro profissional”, declarou.

Também novata, a estudante de Serviços Públicos Evelly de Araújo disse estar se ambientando muito bem no campus, que, além de ser uma unidade de uma instituição federal, fica próximo de onde mora. “É muito bom poder ter essa oportunidade de estudar em uma instituição conhecida pela qualidade do ensino, sem ter que me deslocar grandes distâncias para isso”, relatou.

Já a formanda em Serviços Públicos Vitória Queiroz disse que quase não estava acreditando que o campus começou a funcionar em estrutura própria. “Desde que iniciamos as aulas, ouvíamos que iríamos nos mudar para o nosso próprio campus e hoje, que já estou no 3.º ano do curso, finalmente nos mudamos. Está sendo muito melhor porque não estamos estudando de maneira improvisada. Temos nosso próprio espaço e, com isso, mais possibilidades de alcançar melhores resultados no aprendizado”, destacou.

A também veterana, mas do curso Técnico de Comércio integrado ao ensino médio, Sandrielly Vieira de Souza, moradora do Conjunto Manaíra, concorda que agora os estudantes passarão a ter mais qualidade no aprendizado.

“Antes tínhamos mais dificuldades de espaço, de realizar mais atividades, já que precisávamos dividir o Campus Boa Vista, que foi planejado para aquelas turmas que já estavam lá antes da gente. Agora temos um ambiente mais adequado para desenvolver as atividades do curso. Além disso, o campus fica mais próximo de casa, o que nos dá condições para realizarmos mais projetos de extensão na comunidade e até mais acesso, em caso de necessidade de  atividades de reforço escolar”, comemorou a estudante.

O diretor de Ensino do CBVZO, professor Isaac Sutil, confirma tudo o que os alunos já estão sentindo. “Agora, não em salas de aulas adaptadas, mas em espaços estabelecidos para cada atividade, o processo de ensino-aprendizagem será fortemente influenciado para melhor, pois estamos todos em ambientes mais adequados, inclusive os estudantes do CBV, que também estavam tendo que se adaptar à nossa presença e dividir a estrutura. Eles também estão sendo beneficiados com essa mudança”, explicou, enfatizando que essa será também a oportunidade para desenvolver melhor a identidade do campus com a cara dos cursos que só essa unidade de ensino do IFRR oferece.

 

 

A diretora-geral do CBVZO, professora Cida Medeiros, explicou que  não se trata de inauguração, visto que essa primeira etapa  do prédio ainda está sendo finalizada, mas salientou que a estrutura já oferece condições de receber a comunidade escolar e equipes de trabalho. Ela disse que a ocupação é necessária, para que os trabalhos da unidade de ensino passem a ser desenvolvidos com mais propriedade.

“Ainda não está tudo concluído. Estamos recebendo ajustes. Mas, antes, estávamos todos separados, distribuídos nas outras unidades do IFRR, atuando de maneira provisória. Aqui não. Mesmo que a estrutura ainda não esteja totalmente finalizada, estamos todos juntos, e isso influenciará consideravelmente o andamento do trabalho, que ganhará maior sintonia e fluidez. Além do que, como dizem, juntos somos mais fortes para realizar tudo o que sempre quisemos, que é oferecer uma educação transformadora para cumprir nossa missão institucional nesta região da cidade, levando ensino de qualidade e promotor de mudanças efetivas”, declarou, justificando por que professores e equipe técnica se vestiram de super-heróis nesse primeiro dia de funcionamento do campus, demonstrando dedicação e força para continuar o trabalho.

 

 

OBRA – A construção das demais etapas do campus segue, devendo atender a um projeto que comporta 18 mil metros quadrados, distribuídos em dois grandes blocos compostos por ginásio poliesportivo, biblioteca, restaurante, salas das coordenações de ensino e de cursos, além de auditório com capacidade para 150 pessoas.

Para isso, a reitora do IFRR, professora Sandra Mara de Paula Botelho, está indo a Brasília (DF) verificar as alternativas para a captação de recursos diante da situação político-econômica do País e dos cortes de verbas que foram realizados pelo governo federal.

“Agora, vamos trabalhar para que esta estrutura se consolide. O último recurso que entrou para as obras do Campus Boa Vista Zona Oeste foi o de emenda parlamentar da senadora Ângela Portela, que tem se mobilizado muito para estruturar esta unidade do IFRR. No entanto, ela havia destinado R$ 700 mil, e só foram liberados, no fim do ano, R$ 247 mil, utilizados nesse esforço de realizar esta mudança e alcançar esta conquista de nos estabelecermos neste espaço para o qual o campus foi criado”, informou, dizendo se emocionar, mesmo que a obra da primeira etapa do CBVZO ainda não esteja finalizada.

Sandra Mara disse que um dos compromissos institucionais da atual gestão é trabalhar para a estruturação adequada e a consolidação do CBVZO, projetado com grande perspectiva de desenvolvimento desta região da cidade, por meio da educação, com a realização de projetos de ensino, pesquisa e extensão. “A expectativa é que, a partir do ano que vem, já estejamos prontos para oferecer ações não só na área do ensino técnico, mas também para atender a comunidade com ensino superior”, afirmou.

Conforme o projeto, o CBVZO deverá atender, assim que a estrutura for concluída, cerca de 1.200 estudantes da zona oeste da cidade, sobretudo os do Bairro Laura Moreira, onde o campus está instalado, além dos adjacentes, como o Conjunto Cidadão, o Senador Hélio Campos, o Silvio Leite, o Sílvio Botelho, o Nova Cidade, o Santa Luzia, o Alvorada, o Equatorial   e o Nova Canaã.

 

 


ATIVIDADES – A abertura do ano letivo 2018 contou com boas- vindas de professores e da equipe administrativa, vestidos de super-heróis, simbolizando a dedicação e a atenção que terão com os alunos no novo campus; visita dirigida para que os estudantes pudessem conhecer toda a estrutura da primeira fase do campus; colocação de cápsulas do tempo, no terreno do campus, com as expectativas dos alunos para os próximos anos; e encerramento com um momento cultural oferecido pelos professores e pelos técnicos aos estudantes.

  

Sheneville Araújo
Fotos: Gildo Jr e Lisandra Carvalho
19/2/2018
CCS/Campus Boa Vista Zona Oeste
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